O estudo, publicado pela Universidade de Hong Kong, revela que muitas pessoas estão mal informadas sobre os implantes dentários e tendem a sobrestimar a funcionalidade dos mesmos, subestimando por outro lado as competências necessárias para realizar implantologia.
A investigação contou com uma amostra de 28 adultos entre os 35 e os 64 anos de idade que nunca tiveram empregos relacionados com medicina dentária. Além disso, todos os participantes tinham pelo menos um dente em falta e já tinham ouvido falar de implantes dentários, nunca tendo, no entanto, recebido tratamentos de implantologia.
Os participantes, divididos em seis ‘focus groups’ , tiveram que discutir o tema e os seus conhecimentos individuais acerca do mesmo. Depois das reuniões, as transcrições das conversas foram avaliadas e sujeitas a uma análise de conteúdo.
Os resultados mostram que as fontes mais comuns de obtenção de informação acerca de implantes dentários foram os quadros de informação para pacientes, anúncios impressos, social media e relações pessoais.
As pessoas analisadas tinham a expectativa de que os implantes dentários serviriam para ‘restaurar’ a aparência do paciente, a funcionalidade e a qualidade de vida para um nível totalmente normal. Por outro lado, desconheciam por completo o nível de competências que é necessário possuir para poder executar esse tipo de procedimentos, contudo nunca procuraram um especialista devido aos elevados preços, ao nível de invasão do procedimento em si e aos riscos e possibilidades de complicações.


