As clínicas do grupo GSD Dental Clinics são clínicas-boutique onde reina o conceito de proximidade com o paciente e a busca constante pela qualidade. Depois de um crescimento rápido nos últimos anos, 2016 vai ser o ano da internacionalização do grupo.
O GSD Dental Clinics tem crescido em contraciclo e nos últimos quatro anos duplicou o seu tamanho. Atualmente, o grupo possui cinco clínicas localizadas nas Caldas da Rainha, Peniche, Pinhal dos Frades, Torres Vedras (aberta recentemente) e Lisboa. O desafio futuro do grupo é, precisamente, o de “continuar a crescer”, revela Gonçalo Dias, diretor-clínico e mentor do projeto. “Nos últimos quatro anos duplicamos a empresa e o desafio dos próximos quatro é voltar a duplicar”. Neste sentido, o médico dentista revela que “temos duas ou três zonas identificadas no país para avançar com a abertura de mais clínicas e em 2016 vamos possivelmente abrir a primeira clínica no estrangeiro”.
Tendo o projeto aproximadamente oito anos, a escolha dos locais para a implementação das clínicas derivou de “situações que foram surgindo”. À conversa com a SAÚDE ORAL na GSD Dental Clinics de Lisboa, Gonçalo Dias revelou que “somos abordados por colegas que querem vender as suas clínicas”, mas, por outro lado, a escolha dos locais para a abertura de novos espaços advém de “identificarmos algumas zonas do país onde, a curto prazo, queremos estar presentes”. Daí que o crescimento sustentado do projeto assente “numa mistura entre o planeamento estratégico da empresa e as oportunidades que vamos descobrindo ao longo do caminho”.
Consciente de que o grupo percorreu, em tempos de crise, uma jornada diferente da maioria, o médico dentista sublinha que este facto também se deve, em parte, “por nos posicionarmos num mercado médio e médio/alto que não terá sentido tanto a crise como outros segmentos da sociedade”. Porém, do ponto de vista do mentor, “a qualidade do serviço que prestamos também contribuiu bastante” para o sucesso do grupo.
Clínicas-boutique
Gonçalo Dias começou a dar consultas em Lisboa e nas Caldas da Rainha, apenas um ou dois dias por semana, o que acabou por ser “o embrião do projeto”. Não obstante, ao fim de alguns anos “houve necessidade de proceder a uma reestruturação”, conta o diretor-clínico, acrescentando que a determinada altura “apercebi-me de que já tínhamos dez ordenados para pagar e por isso tínhamos chegado ao momento em que era necessário avançar para a estruturação do projeto do ponto de vista empresarial”.
O âmago do grupo passa muito pela “uniformização dos tratamentos e pelo investimento na formação quer do corpo clínico, quer das assistentes, com a finalidade de mantermos um padrão de qualidade”. Na GSD Dental Clinics, o grande foco está “na qualidade do serviço, daí termos avançado para a certificação”, sublinha Gonçalo Dias. A prática integrada de trabalho que resulta destas preocupações está na origem da ‘política’ do grupo em termos do tratamento: “o nosso objetivo é termos uma resposta integrada para o paciente”, sublinha o diretor-clínico.
No entanto, em termos de conceito pode-se dizer que, no geral, “temos um conceito que procura providenciar um nível de serviço diferenciador. Os nossos espaços são clínicas-boutique porque achamos que a valorização do espaço também vem valorizar o ato médico. Não nos interessa sermos os melhores médicos dentistas do mundo se depois não trabalhamos com as condições mais ideais e indicadas”, especifica Gonçalo Dias, acrescentando que “a este aspeto juntamos o conceito de proximidade com o paciente”.
E o resultado da junção de todos estes fatores são “clínicas até cinco gabinetes onde ainda se consegue manter o nível de proximidade e personalização do tratamento que acreditamos que, em espaços muito grandes, já não seja possível. Isto associado à qualidade do serviço é, no fundo, o nosso fator de diferenciação”. Na sua opinião “à medida que as estruturas vão crescendo, também vão ficando muito verticais e deixam de ter o foco naquilo que é verdadeiramente importante: o paciente”.
Casos complexos
Olhando para trás, Gonçalo Dias faz “um balanço francamente positivo” dos anos de atividade. Para o médico dentista, o facto de “o grupo em 2015 ser constituído por 35 pessoas, ter um nível de reconhecimento elevado e conseguir, sobretudo, tratar casos com nível de complexidade elevada é uma grande satisfação”. Contudo, o trabalho ainda não está concluído e todos os dias há novos desafios. Um deles é e sempre será “a qualidade do serviço, ou seja, responder às necessidades do paciente precisamente por sermos muito focados na sua satisfação. Temos conseguido garantir uma resposta em termos de qualidade de serviços muito elevada”. Outro dos desafios diz respeito aos casos que vão chegando às clínicas: “os tratamentos complexos levantam à equipa clínica uma série de desafios e ao mesmo tempo é muito recompensador ver que nos referenciam neste tipo de situações”. Na GSD Dental Clinics muitos dos casos referenciados são relacionados com reabilitação oral e endodontia.
A GSD Academy
Além das clínicas, outra das áreas de intervenção da GSD Dental Clinics é a da formação, no âmbito da GSD Academy. “A nossa formação é certificada pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), o que é uma mais-valia”, destaca o médico dentista, explicando que “temos um projeto a decorrer ao longo do ano que passa por seis ou sete formações, sendo que a maior parte dos formandos são estrangeiros”. Na verdade, de acordo com o médico dentista “80% das pessoas que passaram este ano pela Academy são estrangeiras, o que de algum modo reflete a notoriedade que os nossos formadores têm no mercado”.
A Academy está completamente focada na área da implantologia e da reabilitação oral. “As pessoas compreendem que a implantologia é um processo contínuo, ou seja, perceberam que o investimento que fazem na formação tem de ser mantido ao longo da vida e, por isso, hoje em dia há uma procura maior por cursos de formação avançada”, conclui o mentor.
Um dos marcos mais importantes para a GSD Dental Clinics foi o registo de uma patente, “sendo algo que claramente nos diferencia”, salienta Gonçalo Dias. “Estamos na fase do registo mundial”. Quando questionado sobre os detalhes da patente, o médico dentista explica que “trata-se, sobretudo, de uma série de peças para cicatrização peri-implantar para implantes imediatos, ou seja, procedimentos que envolvam extração de dentes e colocação de implantes no mesmo dia. No fundo desenvolvemos uma série de componentes que permitem uma maior modelação dos tecidos a partir do mesmo dia da cirurgia”, explica o diretor-clínico.
Artigo publicado na edição de setembro/outubro de 2015 da revista SAÚDE ORAL





