Várias organizações não-governamentais (ONG) europeias uniram-se para apelar aos decisores europeus para a retirada do mercado das amálgamas dentárias com mercúrio. De acordo com estas instituições, as amálgamas representam um risco de “envenenamento secundário” e continuam a ser muito utilizadas na Europa.
A Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu discutem esta terça-feira (6 de dezembro) o novo Regulamento Europeu sobre Mercúrio, incluindo a sua utilização nos cuidados médico-dentários.
“A Europa é a maior utilizadora do mundo de amálgama e as ONG de defesa do consumidor, da saúde e do ambiente, bem como muito profissionais de medicina dentária, apelam a que a sua utilização seja proibida”, refere a Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, organização portuguesa que se juntou a este movimento.
A amálgama dentária com mercúrio “está identificada como um risco de envenenamento secundário pela Comissão Científica de aconselhamento da Comissão Europeia, pois acaba por entrar na cadeia alimentar humana através do pescado”, explica a Zero. Segundo a associação, além de representar um risco para a saúde humana, a amálgama dentária tem um elevado impacto ambiental tanto no ar como na água e no solo.
O Comité de aconselhamento da Comissão Europeia na área da saúde já recomendou que a utilização da amálgama dentária com mercúrio seja banida em crianças e mulheres grávidas. Além disso, a associação portuguesa recorda, citando dados do European Environment Bureau, que “mais de 66% dos tratamentos dentários na União Europeia são realizados sem recorrer a mercúrio, pelo que é mais do que tempo dessa passar a ser a norma”.


